
A devoção a São Judas Tadeu, é um fato
concreto e admirável, que aconteceu não só no Brasil, como em diversos países
do mundo, com uma frequência que entusiasma e contagia, aumentando sempre com
o passar dos anos.
O Apóstolo cujo nome lembra o “traidor” de JESUS, Judas Iscariotes, teve sua devoção esquecida durante muitos séculos. Mas a Providência Divina se manifestou no momento oportuno, para exaltar as suas qualidades e notável humildade, transformando-o no querido e poderoso Santo intercessor das “causas impossíveis”, que consegue junto ao CRIADOR as graças necessárias, em benefício de todos aqueles que buscam e procuram o seu inestimável auxílio.
A partir do século 9º, sua devoção começou a crescer na França e depois estendeu por toda Europa. No Brasil, o culto ao Apóstolo de JESUS, começou após a Segunda Grande Guerra Mundial e alastrou-se com muita rapidez em todos os Estados da Federação Nacional. É patrono de mais de 100 Igrejas.
E não só o povo simples e a multidão trabalhadora tem predileção por ele! Ao longo da história pessoas de todas as classes sociais tem revelado uma apaixonada devoção pelo Santo. Assim aconteceu com Reis, rainhas, autoridades civis, militares e religiosas. Santa Gertrudes e São Bernardo de Claraval entre muitos outros Santos, também foram fervorosos cultivadores de seu culto. Santa Gertrudes escrevendo sua biografia, conta que JESUS lhe apareceu aconselhando invocar São Judas Tadeu, até nos "casos mais desesperados". A partir de então, cresceu a fé do povo na especial intercessão do Santo, principalmente nos "casos impossíveis".

Em verdade, os Santos Apóstolos que viveram na intimidade com
NOSSO SENHOR, merecem nossa especial devoção, não só por suas virtudes pessoais
e dons que receberam do CRIADOR, mas primordialmente pelo fato de terem
acompanhado a Obra de JESUS, vivido e aprendido na escola do Mestre
Divino, presenciado uma quantidade incontável de milagres feitos por
ELE: quando restituiu a visão a cegos, exorcizou pessoas possessas
do maligno, curou paralíticos, coxos, leprosos e inclusive ressuscitou mortos.
Foram os Apóstolos que participaram da Última Ceia no Cenáculo em Jerusalém
e presenciaram a Instituição da Sagrada Eucaristia na Primeira Santa Missa da
história, celebrada pela própria vítima perfeita, JESUS Sacerdote Eterno e
Supremo, transformando o pão e o vinho no seu próprio Corpo, Sangue, Alma e
Divindade, Sacramento de Vida e Amor para a humanidade de todas as gerações. E
por isso, por terem acompanhado a Vida de JESUS, são os Santos Apóstolos as
verdadeiras testemunhas da Ressurreição do SENHOR e de sua Gloriosa Ascensão
aos Céus. Assim sendo, honrar os Discípulos de JESUS e prestar-lhes um culto
de louvor, é revelar, sobretudo, que amamos o CRIADOR e compreendemos o admirável
zelo Divino em deixar nos Apóstolos exemplos a serem seguidos, a fim de que
todos os seus filhos, trilhem o caminho do direito, da
justiça e do amor fraterno, e mantenham gravado no coração o conteúdo da
Verdade Cristã.

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São Judas também conhecido por Lebeu, era natural
de Caná da Galiléia, em Israel. Seu pai chamava-se Cleófas, que São Lucas denomina de
Alfeu, e sua mãe Maria de Cleófas. Seu pai era irmão de São José, esposo de Maria de
Nazaré, Mãe de JESUS. O que significa dizer que NOSSA SENHORA e São José eram seus
tios e JESUS, seu primo em primeiro grau. Era também irmão de Tiago, Discípulo do
SENHOR, conhecido pela alcunha de “Menor” (Tiago Menor), ou seja, Tiago o mais moço
ou mais jovem na idade que o outro Discípulo também chamado Tiago, o “Maior”, o mais
velho.
Embora São Lucas escreveu em seu evangelho (Lc 6,16): “Judas, filho de Tiago”, a Bíblia de Jerusalém explica o fato mostrando que a intenção do escritor sagrado era dizer “Judas de Tiago” ou seja, “Irmão de Tiago”, de acordo com a colocação de São Mateus, que escreveu: (Mt 10,3): “Tiago, o filho de Alfeu, e Tadeu”, ou seja, “e Tadeu seu irmão”.
Estas informações foram extraídas da Escritura Sagrada, nas citações a seguir: (Lc 6,16) (At 1,13) (Mt 10,3) (Mt 13,55) (Mc 3,18) (Mc 6,3).
O livro "A História de José, o Carpinteiro", escrito no Segundo Século da era cristã e o "Evangelho de JESUS" denominado "Pseudo Mateus", que são apócrifos (não fazem parte do cânon da Igreja. Pertence ao Cânon uma lista de livros considerados inspirados pelo CRIADOR), eles afirmam que Cleófas e Maria de Cleófas tiveram mais dois filhos: José, conhecido por Barsabás o Justo, e Salomé, a única mulher, casada com Zebedeu e é mãe de dois Apóstolos de JESUS, Tiago Maior (o mais velho que o outro Tiago) e João Evangelista.
(A imagem acima mostra a Assunção de NOSSA SENHORA aos Céus, observada pelas Santas Mulheres e os Apóstolos, inclusive São Judas)

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Originariamente o Novo Testamento foi escrito em
rolos de pergaminhos, nos idiomas grego, hebraico e aramaico, que eram lidos e
copiados nas Comunidades Cristãs. Acontece que o hebraico e aramaico eram
idiomas muito pobres, com poucos vocábulos, uma única palavra era utilizada
para designar diversas realidades, sem que as palavras fossem sinônimas entre
si. Por exemplo, a palavra (áh) em aramaico, que se pronuncia “arr”, era
usada para designar irmão, primo e tio.
Outro fato que deve ser realçado, é que os primeiros tradutores do aramaico e do hebraico para o idioma grego e mesmo o texto original em grego, abordam os parentes de JESUS de acordo com o pensamento dos escritores inspirados, ou seja, num sentido mais amplo, sem se preocuparem com o parentesco humano, denominando todos, “irmãos do SENHOR”.
Exemplificando o que afirmamos, lê-se no livro do Gênesis, capitulo 13, versículo 8, Abraão que era tio de Lot, na Bíblia edição grega, são considerados “adelfós” , isto é, “irmãos”. Como eles eram na realidade tio e sobrinho, fica clara a intenção do escritor em dar a “adelfós” um sentido mais amplo “irmãos em DEUS”. Ainda na Bíblia edição grega, no Evangelho escrito por São Lucas, capítulo 8 versículo 19, encontra-se a mesma palavra “adelfós” para designar que MARIA SANTÍSSIMA estava em companhia dos “irmãos do SENHOR”. Ora, as pessoas que acompanhavam a VIRGEM MARIA era os seus parentes e mais precisamente, os primos de JESUS, que eram filhos de Cleófas com a outra Maria.
Da mesma maneira, São Jerônimo ao traduzir a Bíblia
em grego, assim como os originais em hebraico e aramaico, para o latim na famosa
Vulgata, ele procurou ser explícito e fiel ao sentimento de cada escritor nas
variadas passagens dos diversos livros. Fez uma tradução sem se preocupar em
amoldar as descrições da época às realidades da sua atualidade. Preferiu
colocar os escritos, inclusive aqueles que tratam dos parentes de JESUS, com o
mesmo sabor figurado,
conivente com as expressões que se encontram nos textos
originais.
Foi assim que traduziu para o Latim todas as palavras
(áh)
do aramaico, (adelfós) do grego, usando “fratres”, que significa
“irmãos”. Podem ser observadas em todas as Bíblias Sagradas escritas em
Latim, nos casos que citamos (Gn 13,8) (Lc 8,19), assim como em outros
semelhantes, que envolvem os parentes de JESUS. Este fato serve para confirmar,
que o “fratres” de São Jerônimo, significa exatamente “Irmãos no
SENHOR”, embora aquelas pessoas eram na realidade, parentes do SENHOR.
Por esta razão, as Bíblias Sagradas em português continuam fieis a tradição, ou seja, trazem também a expressão “Irmãos do SENHOR”, quando se referem aos parentes de JESUS. Ler carta de São Paulo aos Gálatas (Gl 1,19).
JESUS não tem irmãos na carne. ELE Mesmo nasceu pela Vontade do CRIADOR e obra do ESPÍRITO SANTO, permanecendo virgem nossa MÃE SANTÍSSIMA. Da mesma maneira misteriosa como o VERBO DE DEUS penetrou no interior de MARIA DE NAZARÉ e se alojou no seu útero precioso, por determinação do PAI ETERNO, JESUS nasceu para a vida de modo sobrenatural, sem causar-lhe qualquer dano, em consideração ao seu voto de virgindade perpétua.

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